Comecei com uma vela para a mesa de casa. Hoje são mais de trinta modelos que saem da minha bancada para o Brasil inteiro.
Minha primeira vela foi um acidente bonito. Sobrou cera de um artesanato da escola, eu derreti numa xícara velha, botei um pavio torto no meio e acendi na mesa do jantar. A casa inteira parou para olhar.
De lá para cá eu colecionei os erros que ensinam: cera que rachou, essência que sumiu depois de dois dias, pavio que apagava sozinho. Cada um deles virou uma regra minha, e é por isso que hoje eu deixo toda peça descansar 48 horas antes de embalar.
Os oratórios apareceram depois, quando uma cliente me pediu um lugar bonito para rezar. Hoje eles são o meu carro chefe, junto com as lembrancinhas de batizado que já foram parar em casamentos, bodas e até numa formatura de veterinária.
O que não mudou foi o meu jeito: uma peça de cada vez, com o nome de quem vai receber escrito na etiqueta.
0 anos
de bancada
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modelos
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velas enviadas
Velas católicas copo com tampa de pressão
Vela oratório
Vela globo
Buquê de rosas
Kit de velas aromáticas
Velas aromáticas lembrancinhas para batizado
Quatro coisas de que eu não abro mão
Uma peça por vez
Nada de produção em série. Fundo, monto e confiro cada vela na mão, e ela só sai daqui quando está do jeito que eu mandaria para a minha própria casa.
Cera que respeita a casa
Uso cera de coco e vegetal, pavio de algodão sem chumbo e essência na medida certa. Queima limpa, sem aquele cheiro de fumaça.
Fé também é decoração
Comecei a fazer oratórios e castiçais porque clientes me pediram um cantinho de oração que fosse bonito de olhar.
Embalagem que protege
Enrolo, calço e lacro cada peça antes de fechar a caixa. Se chegar quebrada, eu refaço. Simples assim.